Plano Agrícola irá oferecer 156,1 bilhões ➤ Ir para a listagem de notícias

15 de Setembro de 2014

O governo federal vai oferecer R$ 156,1 bilhões em financiamentos para produtores rurais no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2014/2015. O valor é 14,7% maior que o disponibilizado no ano passado. O plano abre crédito para agricultores de todo o país investirem na produção. O dinheiro pode ser usado, por exemplo, para compra de equipamentos agrícolas e melhoramento de infraestrutura nas propriedades rurais.

De acordo com Neri Geller, o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 disponibilizou R$ 136 bilhões, mas deve chegar a R$ 150 bilhões.

Dentro do Plano Agrícola, há planos específicos para determinados tipos de atividades rurais.

O Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), por exemplo, irá disponibilizar R$ 16,7 bilhões para custeio, comercialização e investimento. Houve uma aumento no limite autorizado de empréstimo para custeio e para investimentos. Na edição da safra passada, os limites eram R$ 600 mil e R$ 350 mil, respectivamente. Em 2014/2015, serão liberados R$ 660 mil em crédito para custeio e R$ 400 mil para investimentos.

O governo federal pretende, ainda, instituir uma Política Nacional de Florestas Plantadas, dentro do Ministério de Agricultura e Pecuária. A ideia é estimular o setor com recursos para pesquisas, assistência técnica e extensão rural, além de crédito específico para o setor.

Também haverá incentivos para a inovação tecnológica no campo. O governo quer aperfeiçoar as condições de financiamento à avicultura, suinocultura, agricultura de precisão, hortigranjeiros e pecuária de leite por meio do programa Inovagro. Está reservado para este fim R$ 1,7 bilhão, um aumento de 70% em relação à safra anterior, sendo R$ 1 milhão por produtor, para ser pago em até 10 anos.

Juros
A taxa de juros média do plano ficou em um ponto percentual acima da taxa média da safra passada e da anterior. Enquanto nos dois últimos planos a taxa ficou em 5,5%, para a safra 2014/2015, ela será de 6,5%.

"A taxa de juros em alguns programas aumentou em um ponto percentual, mas nada comparado à taxa Selic que aumentou de 7,5% para 11%. Então os programas, mesmo com 1% a mais.

As taxas mais baixas são para armazenagem, irrigação e inovação tecnológica, serão de 4%. Já na armazenagem para cerealistas e para práticas sustentáveis, as taxas de juros serão de 5%. Para o financiamento de médios produtores a taxa será de 5,5%. Para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, os juros variam entre 4,5% e 6%.